Entrevista a Gilberto Ribeiro

Novembro 12, 2006

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Antes de mais, bom dia Gilberto e muitos parabéns por ser o vencedor do 1º Concurso de fotografia do Clube Português de Design!

Quando entrou para o Mundo da arte digital?

Fez um ano em Agosto. Estava eu pelos chats, ate que o demolition_boy me deu a conhecer o design. Depois de instalar e reinstalar o Photoshop milhentas vezes, acabei por conseguir adaptar-me e seguir o percurso que vou rumando.

Teve algumas influências para definir o seu estilo ou foi aparecendo à medida que amadurecia em relação ao design?

Neste momento não se pode dizer que tenho um estilo definido. Sou muito novo neste ‘ramo’ e até agora o objectivo era aprender conceitos básicos do que era a arte. Agora digamos que estou numa fase de transição. Tenho o meu estilo mentalmente definido que comecei há muito pouco tempo a apresentar. Irão comprovar ao longo do tempo.

Tem alguma base teórica (curso) que suporte a sua arte, ou foi apenas aprendendo com a experiência?

Não, tudo o que sei, aprendi ao longo deste fantástico ano. Neste momento estou a estudar num curso tecnológico de Artes Visuais onde por enquanto aplico os meus conhecimentos já adquiridos, o que provavelmente mais tarde será ao contrário.

Que programas utiliza para fazer as suas peças?

Adobe Photoshop CS2. Este programa é simplesmente sensacional. Depois para trabalhos abstractos e materiais uso o Cinema4D, e para modelações onde pretendo mostrar a realidade, uso o Blender.

Tem algum ídolo a nível de design gráfico?

Uma só pessoa não, mas sempre admirei (embora muito novos) o Raven e o Nevesman. Depois há pessoas como o OZMaia que me dá muitas noções de simplicidade, qualidade, detalhe, etc.

Quais são os seus objectivos para o futuro em relação ao design?

Neste momento pretendo conseguir expressar perfeitamente o meus sentimentos/estilo na fotografia e na arte digital o que caso o consiga ate ao final de 2007 seria muito bom, mas eu vivo ‘alto’ e talvez pelo meio tente experimentar novas coisas. Em termos profissionais, pretendo entrar na universidade em Design e Comunicação.

Descreva o seu processo criativo.

Em primeiro lugar penso na base, no que quero esencialmente mostrar (tento quase sempre transmitir sensações adicionais tentando despertar sentimentos). Depois de conseguir criar a base que imaginei, tento acrescentar pormenores que por vezes é o mais difícil. Pormenores como cores ou simples traços que por vezes ditam um trabalho. Por fim, tento verificar erros de ‘criação’, enquadramento, organização de ideias, equilíbrios de cores…

Como se inspira para trabalhar?

Essencialmente em trabalhos de grandes designers. Há sempre alguma coisa que nos faz ’saltar da cadeira’.

Trabalha profissionalmente na área?

Não, nem quero (também não me queriam). Ainda tenho muitos trabalhos para apresentar…

Agora em relação ao trabalho vencedor… Sendo o tema “Free-style”, de que maneira se identifica com o trabalho? Em que pensou no momento de tirar a fotografia?

Estava demasiado preocupado em manter o modelo (Diogo) quieto. Rapaziada desta idade…

O que gostaria de transmitir através da fotografia?

O meu objectivo foi mostrar a inocência e o dia-a-dia que temos na infância. Quem é que não brincou ‘as bonecas’ ou ‘aos pilotos’?

Que material fotográfico é que usou nesta foto?

Telemóvel (Motorola V3). Só e apenas isso.

Obrigado pela entrevista. Gostaria de acrescentar alguma coisa?

Não. Prefiro esperar pela próxima entrevista [risos].

Humm…ok. Afinal quero. Quero apenas agradecer aos que votaram nos trabalhos do concurso, e mandar um ‘veijinho’ ao senhor Pedro pelas bolachas e pelo café que estavam uma maravilha. Queria também recordar uma passagem feita no methodAVANTGARDE: ‘É bem…vai ser uma honra ser entrevistado ^^ ‘

…pensem nisso.

Entrevista a Óscar Maia

Outubro 15, 2006

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Antes de mais, bom dia Óscar e muitos parabéns por ser o vencedor do 1º Monthly Contest do fórum enektor!

Hah, bom dia e obrigado!

Quando entrou para o Mundo da arte digital?

Entrei há cerca de 3 anos, mais propriamente em Junho de 2003.

Teve algumas influências para definir o seu estilo ou foi aparecendo à medida que amadurecia em relação ao design?

Inicialmente, comecei com um estilo mais 2d relacionado com graffiti e arte urbana, mas à medida que fui explorando e ganhando mais conhecimentos, comecei a dar uns toques em 3d abstract criados em Bryce. Eram imagens ainda pouco pensadas a nível de composição mas de certa forma eram consideradas belas pela força das cores, e era aquilo que “estava na moda” na altura. Comecei depois a entrar mais no ritmo da comunidade de 3d abstract da DeviantART e a partir daí a evolução nunca mais parou. Fui experimentando e conhecendo novos programas como o Cinema 4d, Illustrator e outros. Aos poucos fui traçando um certo estilo próprio mas que ainda continua em constante evolução. Acho que é difícil encontrar um estilo próprio e parar por ali. Hoje em dia o design é inovação, e para se estar um passo à frente é necessário ser-se capaz de exercer qualquer estilo consoante a necessidade.

Tem alguma base teórica (curso) que suporte a sua arte, ou foi apenas aprendendo com a experiência?

De certa forma sim. Desde sempre estive ligado às artes. A história da minha família tem alguns pontos fortes nas artes, e acho que isso me trouxe algumas vantagens. É óbvio que na escola também aprendi muitas noções de composição e outras relações técnicas que me ajudaram bastante.

Que programas utiliza para fazer as suas peças?

Uso Maxon Cinema 4d para o 3d, Adobe Illustrator para algumas ilustrações vectoriais e Adobe Photoshop para tudo o resto.

Tem algum ídolo a nível de design gráfico?

Acho que posso considerar os meus colegas da DepthCORE como ídolos, sim.

Quais são os seus objectivos para o futuro em relação ao design?

Neste momento estou no segundo ano do curso de Design de Comunicação a.k.a. Design Gráfico na ESAD, e pretendo que esse seja o meu futuro. Criar websites, cartazes, etc…

Descreva o seu processo criativo.

Depois de ter uma ideia, começo a imaginar como poderia passar essa ideia para uma composição e guardo isso na memória. Raramente anoto e experimento primeiro as ideias em papel. Quando a ideia estiver mentalmente estruturada, passo para o computador, e a partir daí vou desenvolvendo a imagem até chegar ao resultado final. Posso demorar uma hora, como uma semana, como um mês para concluir um trabalho.

Como se inspira para trabalhar?

Tudo o que nos rodeia é motivo de inspiração. O mais difícil é depois definir uma ideia e transmiti-la numa composição visual.

Trabalha profissionalmente na área?

Ainda não, mas tenciono trabalhar. Faço uns trabalhos de freelance raramente.

Agora em relação ao trabalho vencedor…
Sendo o tema “Auto-Retrato”, de que maneira se identifica com o trabalho? Um cartão-de-visita, uma biografia?

É uma composição que mostra alguns dos meus hobbys e gostos. Pode-se dizer que é um excerto biográfico.

Quanto tempo demorou, em média, para concluir o trabalho?

Talvez sete a oito horas. Não me recordo muito bem.

Explique de que maneira os elementos na peça se identificam consigo.

O skate partido em forma de coração demonstra o meu amor pelo skateboarding, um dos meus hobbys preferidos. As pistolas revelam o meu gosto por cinema e filmes relacionados com crime e também uma relação com o meu nick pelo qual muitos me conhecem, Mr. Criminal. As cassetes estão relacionadas com o meu gosto pela “old school” e pelo Rap verdadeiro que ainda vinha em cassetes. As latas, pelo velho gosto do graffiti e arte urbana. Finalmente o X, porque para além de ser uma letra, é um símbolo de lugar e atenção. “X marks the spot”.

Que programas e técnicas usou para fazer o trabalho?

Neste trabalho usei Cinema 4d para fazer as latas de spray, Illustrator para fazer o X, a minha máquina fotográfica para os stocks da tábua de skate e das cassetes, e Photoshop para o resto.

Obrigado pela entrevista.
Gostaria de acrescentar alguma coisa?

Obrigado eu!
Gostaria de terminar com uma frase.
“If you hear a voice within you say ‘you cannot paint’, then by all means paint, and that voice will be silenced.”

– Vincent Van Gogh

Podem ver o portfolio de Óscar Maia em www.criminalart.deviantart.com e ler o blog em www.aellogic.wordpress.com

Pedro Pedrosa

Agosto 18, 2006

Pedro Pedrosa, estudante de Design com 20 anos, merece lugar de destaque.

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Fotografo maioritariamente urbano, que capta lugares de passagem em cinzas de cidade.
Pedro Pedrosa começou a fotografar ‘desde miúdo’. Gosta de ‘retratar o Mundo’ à sua maneira, sempre como brincadeira, só recentemente começou a levar mais a sério até porque ‘isto está tudo ligado a licenciatura que estou a tirar’ o que o leva a ‘investir cada vez mais neste paixão’.

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Começou a fotografar em analógica mas prefere trabalhar em digital pois ‘dá para agir mais rápido’ e ‘pré-visualizar é uma grande ajuda para conseguir passar rapidamente a ideia que está cá dentro, à realidade’.
Não tem motivo próprio para fotografar. Leva a máquina para os sítios que vai e ‘conforme a disposição, pego, vai-me surgindo e vou captando o que me ocorre’. Como nem sempre dá no momento exacto para fotografar, por vezes guarda na memória a ideia e o local, e depois, regressa lá.

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Só teve formação para fotografar com máquina analógica no ano passado com uma cadeira anual de fotografia, onde aprendeu ‘a usar a 100% as funções de uma máquina analógica’. Desde revelar analogicamente a ampliar fotos analogicamente.
No que toca ao que lhe chama a atenção na cidade para fotografar, Pedro diz que gosta de fotografar ‘lugares que albergam muita gente, mas que são de ninguém. São apenas lugares de passagem, livres de qualquer associação mais pessoal’.

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Arranja inspiração num dia bom, num dia mau… ‘Têm sempre potencial para inspirar’, maioritariamente, depende da disponibilidade.
Quanto ao material fotográfico, Pedro possui uma Canon AE-1 analógica com ‘20 e tal anos, mas que está em excelente estado’! E uma Sony CyberShot P200 preta, ‘que apesar de ser compacta, tem uma relação potencialidades vs. tamanho muito porreiras’.

Podem ver a galeria no dA de Pedro Pedrosa em www.pedroza.deviantart.com

Anything But You

Julho 14, 2006

‘Anything But You’ é o nome do novo trabalho de Luís Magalhães.

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É um impressionante ‘mural’ que combina várias técnicas e estilos de design, como por exemplo, pop-art. São 20 imagens divididas, cada uma com 500 pixels de largura e altura, perfazendo 5.19MB de uma imagem fantástica.

Toda a noção de flow que o worm nos causa é fantástica.

Mais uma vez, falei com o criador desta obra para saber um pouco mais sobre o seu trabalho.

No que toca à inspiração, o motivo era ‘fazer algo inovador englobando novas técnicas e vários estilos diferentes entre os quais retro, grunge, vector, photomanipulation, stilyzed e ainda acho que posso considerar uma pequena parte pop art.’ Com quase um dia de trabalho, ‘comecei no domingo à noite e acabei na tarde da segunda seguinte’, ‘Anything But You’ passou essencialmente pelo Photoshop e ‘apenas uma imagem passou pelo illustrator’.

Quanto ao porquê de ter feito o seu próprio worm, Luís diz que gosta de desafios. ‘E quando entrei no projecto de um worm de outro fórum adorei todo o desafio que as transições constituíam e de todo o trabalho que estava envolvido’ e além disso, o facto de ‘estar de férias’.

Quanto a inspirações, música e o artista blinker são as suas ‘musas’. ‘Se bem que enquanto estava a fazer o worm, não falei uma única vez com ele.’

Quanto a uma possível continuação deste trabalho, Luís vai ‘continuar este trabalho nos meus tempos mortos e de desinspiração e e fazer novos worms temáticos’. E o autor pergunta, ‘alguém descobriu o tema desta?’

Em relação a novos trabalhos e projectos, Luís diz que há bastantes, ‘mas estão todos no segredo dos deuses’. E um deles está a ser preparado. E como exclusivo, podemos ter um pequeno vislumbre do próximo trabalho deste autor.

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Portanto fiquem atentos ao que este designer tem para mostrar… E podem fazê-lo em dassss.deviantart.com

Senhor da Pedra

Julho 5, 2006

Edgar Libório apresenta-nos outra fotografia de excelente qualidade.

senhor da pedra

‘Senhor da Pedra’ leva-nos a uma fotografia cheia de sentimento e qualidade. A expressão e contraste são excepcionais e o céu faz viajar. E são fotografias assim que nos fazem comprar máquinas…

Aliás, no portfolio de Edgar, contam-se muitas fotografias que se enquadram neste género. E a olhar para esse portfolio nota-se que a fotografia é algo que vale a pena e nunca irá passar de moda.

Numa pequena entrevista conheci melhor a história e estilo fotográfico de Edgar Libório. Edgar já faz fotografia desde os 15 anos, conta com 5 de experiência. Começou com uma HP Photosmart 735 que ‘morreu. Levei-a para a praia e entrou areia no zoom.’

Edgar aprendeu no secundário ‘a usar maquina’ que ‘na altura era de rolo e a revelar a mão’. E foi aprendendo, tendo depois comprado uma máquina digital e começado a ‘desbravar’.

Não tendo verdadeiras preferências no que toca a motivos a fotografar, acaba por preferir paisagens e pessoas. Um trabalho de paciência em que nem sempre a primeira foto convence. Então Edgar vai ‘tirando, vou vendo o resultado no LCD. As que vejo que não se aproveitam mesmo, apago.’ Quanto às outras, ‘guardo e vejo em casa’.

Não tendo preferência também no que toca a preto&branco ou cores, Edgar diz que prefere ”meia cor’. Fica entre o saturado das cores e o denso do preto e branco’. Prefere uma máquina digital à analógica e não tem também preferência em relação ao estilo fotográfico. Seja ‘macro ou tele! Um pouco de tudo. Embora não faça muitas macros com a máquina que tenho agora’, confessa.

Possuidor de uma Nikon D70s com lente 18-70DX. Usa um filtro polarizador HOYA e os programas Nikon Capture e Adobe Photoshop. Isto num Powermac G5. Para além disto, é digno de nota que Edgar fotografa em formato RAW.

Portanto, visitem a página de Edgar Libório e também a sua página do dA.

www.liborio.co.pt

www.edgarliborio.deviantart.com

Aphrodite

Junho 25, 2006

Blinck lançou um novo trabalho que merece destaque neste blog.

aphrodite

Trata-se de ‘Aphrodite‘, um abstracto cheio de luz que vem buscar inspiração a trabalhos passados e remete-nos para um tipo de arte diferente daquela que estamos habituados. Jorge Jacinto confessa algumas coisas sobre este seu trabalho.

A ideia principal deste trabalho era ‘fazer algo que passasse a sensação de paixão, daí o nome Aphrodite (deusa da beleza e do amor).’ Sendo que demorou cerca de 5 dias a ser realizado totalizando umas 5/6 horas, disse. A inspiração veio da música e de uma mulher… Serviu também de inspiração trabalhos do artista ‘niteangel‘ pois ‘já há bastante tempo que tento estudar o estilo dele em algumas das peças e finalmente lá conseguir descobrir umas coisas para esta imagem’. Os programas usados neste trabalho foram ‘Cinema 4D para o render base, o resto photoshop CS 2′.

Este trabalho irá ser incluído no ‘A&D Pack‘ que irá ser lançado dia 15 de Julho. E para um próximo trabalho, Jorge diz: ‘Para já não. Estou numa fase esquisita, só crio alguma coisa quando me dá na cabeça’. Mas provavelmente, irá ser outro trabalho abstracto!

Façam questão de visitar a página no dA de Jorge Jacinto, onde podem encontrar peças como esta e muito mais, aqui.